domingo, 24 de abril de 2011

Quem ama, inventa

Quem ama inventa as coisas a que ama... 
Talvez chegaste quando eu te sonhava. 
Então de súbito acendeu-se a chama ! 
Era a brasa dormida que acordava... 

Era um revôo sobre a ruinaria, 
No ar atônito bimbalhavam sinos, 
Tangidos por uns anjos peregrinos 
Cujo dom é fazer ressurreições... 

Um ritmo divino? Oh! Simplesmente 
O palpitar de nossos corações 
Batendo juntos e festivamente, 
Ou sozinhos, num ritmo tristonho... 


Ó! meu pobre, meu grande amor distante, 
Nem sabes tu o bem que faz à gente 
Haver sonhado... e ter vivido o sonho!


Mário Quintana



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